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Recomendação de livros

Recomendação de livros

Muitos alunos nos pedem sugestões de leitura e certamente poderíamos sugerir uma biblioteca imensa, desde fábulas, histórias adaptadas a iniciantes, narrativas históricas, poesias clássicas, cristãs, gramáticas, dentre tantos outros materiais que chamam muito a atenção. No entanto, a realidade é que não nos cabe recomendar, salvo em raros momentos, que fujam do essencial ao aprendizado e do que é mais urgente ao estudo da literatura latina.

Tentemos traçar um caminho, começando pelo Familia Romana, que é o nosso eixo central e o vejamos como um tronco que tem o seu conteúdo denso e além disso partes ramificadas que sustentam um todo muito maior. Neste livro-texto, o conteúdo não pode ser consumido de maneira tão apressada, pois cada detalhe importa, cada anotação da margem das páginas é uma lição importante, cada informação da parte gramatical tem uma extensão muito maior na continuação dos estudos. Pois nesse início, temos essencialmente tudo que precisamos no livro texto.

Ao longo da leitura dos capítulos ainda podemos enriquecer o nosso estudo com exercícios que vão além do Exercitia Latina Prima, com o Nova Exercitia, do professor Roberto Carfagni, cujo objetivo, na sua criação, foi usar ao máximo as possibilidades do vocabulário dos capítulos que ainda não tivessem sido mostradas pelos anteriores. E ainda, para o mesmo fim, temos os dois cadernos de exercícios, cuja autoria é de oito professores, também para um maior domínio da língua, que chamamos “Quaderno di esercizi”, em dois volumes correspondendo em tudo aos trinta e cinco capítulos do nosso eixo principal.

E à execução de todos os exercícios, nada melhor do que leituras extras, que podem ser feitas no Colloquia Personarum, livro contendo colóquios entre personagens da narrativa presente no Familia Romana, que são feitos para serem lidos ao final de cada capítulo principal, do primeiro ao vigésimo quarto. A partir do vigésimo quarto capítulo, temos as leituras mais prazerosas e importantes ao caminho da leitura dos clássicos, com o Fabulae Syrae e o Epitome Historiae Sacrae. O primeiro contém as fábulas gregas e romanas mais importantes, referenciadas em célebres autores, como Ovídio, chama-se Fabulae Syrae, “Fabulas de Syra”, pois ‘Syra’ é o nome da personagem que conta as fábulas ao jovem Quintus, que se vê acamado desde que cai de uma árvore, assim como consta em nossa narrativa central. O livro tem novo vocabulário, e novas situações que depois vêm a ser comuns nos clássicos. Um pouco diferente, mas também ao uso didático, o Epitome Historiae Sacrae, da autoria de Caroli Francisci Lhomond, editado também pelo professor Carfagni, reúne as narrativas do Antigo e do Novo Testamento combinado com todos os recursos didáticos que vimos até aqui, possuindo ilustrações de Gustave Doré, notas gramaticais e do vocabulário, exercícios gramaticais, de composição e interpretação dos textos.

Aos que estiverem pelos últimos capítulos do Familia Romana ainda podem buscar pelos Sermones Romani, que são diálogos antigos para o uso dos alunos. Depois disso tudo, vem a tão esperada leitura do segundo volume do livro texto, já para ser feita em contato com seus clássicos correspondentes, o nosso famoso Roma Aeterna. Esse volume contém aulas organizadas como no primeiro, mas agora em prosa ainda mais envolvente e complexa, ilustrativa de todos os principais conteúdos que precisamos conhecer. O primeiro capítulo se dedica à Roma Antiga e ao contexto geral da vida romana. Mas, em seguida, Eneida de Virgílio já é o foco dos próximos capítulos que, mais adiante, se seguem para a leitura de Ovídio, Lívio, com sua história de Roma, dos historiadores Eutrópio, Cornélio Nepos, do retórico Aulo Gélio, dentre outros, fechando o livro com Cícero e Horácio.

Chegando aos clássicos, temos ótimas opções com notas e explicações em latim: Sobre as coisas da natureza, de Lucrécio, ‘De Rerum Natura’; O teatro de Plauto, ‘Amphitryo’; Os comentários da Guerra Gálica, escrito por Júlio César, ‘De Bello Gallico’; a Arte de Amar, de Ovídio, ‘Ars Amatoria’, as Catilinárias de Cícero, ‘Catilina’.

Por fim, ainda vemos disponíveis os editados pela Schola Classica, que são apenas em latim, como as Bucólicas e Geórgicas de Virgílio, também as traduções publicadas nos livros bilíngues, como da Ilíada, de Homero, dos quatro evangelhos, Parte da obra de Platão, Plotino, Aristóteles, Heródoto, do teatro grego de Ésquilo e, por fim, a Teogonia e Os trabalhos e Os Dias, de Hesíodo.

Essas foram nossas sugestões de leituras. Não podemos esquecer que alguns desses títulos podem ser estudados em paralelo e que alguns, dependendo do nosso interesse, não necessariamente devam ganhar a mesma atenção dos livros didáticos principais. A maioria dos apresentados possui notas explicativas que nos poupam trabalho de pesquisa, embora nem tudo necessário se encontre nelas. Em função do contexto, obviamente, podem se fazer necessárias outras obras ilustrativas mais simples ou traduções em português, o que depende do caso específico de cada obra. Finalmente, em resumo, temos aqui alguns bons anos de estudo e mergulho nas referências de grandes humanistas de todos os tempos.

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